Trabalho com bordados

 

Beth Lírio: Advogada, escritora, palestrante e artista contemporânea, nascida em Aymorés, Minas Gerais, com trabalhos já expostos em vários países da Europa e Estados Unidos e também nas melhores galerias brasileiras, Beth Lírio teve como última criação um conjunto de trabalhos e instalações montados a partir de crochês e bordados.

 

Pelo amadurecimento deste trabalho Beth Lírio se impôs um novo desafio: a criação do Museu do Bordado. Trata-se de uma tarefa árdua, cujos primeiros passos foram dados com a formação de uma rede de colaboradores que tem procurado captar os materiais que poderão ser utilizados no museu. A rede pode e deve crescer, na medida em que a divulgação do futuro museu for crescendo e se multiplicando.

 

O amor de Beth Lírio pelo seu novo trabalho remonta sutilezas de sua infância, mas ao mesmo tempo reafirma o valor e a riqueza cultural de sua proposta: Filha de uma professora de bordado e tapeçaria, Irene Lírio, Beth aprendeu com sua mãe, ainda na fazenda em que morou na infância, a arte de bordar. Naquele instante plantava-se em Beth a semente da consciência de quão rico culturalmente foram, para a história brasileira, aqueles períodos em que mulheres ainda passavam umas as outras a delicada arte de bordar.

 

Na montagem do museu, Beth tem trabalhado com afinco na recuperação e restauração de peças, limpeza dos tecidos e naquilo que considera o mais importante: catalogação dos doadores e seus donos anteriores, técnicas de ponto utilizadas, período em que foram feitas e ainda organização e embalagem dos tecidos.

 

Os crochês também são uma parte essencial do futuro museu. O acervo recolhido já conta com toalhas, lençóis, fronhas, toalhas de batismo e camisolas, algumas datando de 1790.

 

O atual trabalho de Beth Lírio é uma belíssima semente que para germinar e gerar frutos precisará de terra fértil e muita atenção de todos. Todos os custos de manutenção do acervo tem ficado a cargo da artista. Mesmo a captação de peças ainda se mostra incipiente e desafia nossa generosidade. Deixar uma boa idéia na mão de uma só pessoa equivale a manter a semente presa dentro de um  copinho. Em breve será preciso libertar essa semente e plantá-la no grande jardim da cultura nacional.

 

Hoje nós temos em prol do museu, a associação dos amigos da história do bordado.

 

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                         Emílio Augusto de Moraes Gallo

 

 

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